E
em cada traço de mim, aos poucos, tento me desenhar assim, como uma imagem meio
porra louca, mas lúcido pra caralho, meio besta pateta, mas sem dor, lúcido pra
caralho. A cada traço imaginar, fingir o que não sou o que eu quero ser.
Imaginar eu cansado e também, com uma força superficial que se gera de dentro
do fundo de mim mesmo. E em cada final de noite, ou em cada noite boa dormida,
fantasiar, fantasiar esses traços que quero de mim, que sempre tento desenhar,
que eu molho, molho e molho sempre rapaz, que eu levo porrada, bofetada. Que é
um não. Que é um sim. Que é um fim.

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