Nesse azedo outra vez as coisas ficam
fora do lugar. O desejo se torna uma desordem e o amor se torna pálido. Pálido
como o sangue que percorre minhas veias e sem alarde me encolhe, me deixo
levar. Escolho me calar assim então sobre esse azedo amor, sobre essa desordem
que chama e que se interpreta agora. Nesse azedo de tudo é a falta que a sua
falta me faz. Nesse azedo que fico e que se transforma e não demora à crescer,
é nesse azedo, que não espera, que me cerca e depois fala que não dá mais, que
o teu amor e essa desordem que causou foi muito pra minha boca. Muito pra mim.
Muito pra minha falta que eu sinto com a falta, com a falta que você sempre
faz, com a falta que sempre me trás.

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